Nos ensaios por Partículas Magnéticas (PM), o contraste correto entre a superfície e as partículas magnéticas é o que garante a visibilidade das indicações e a precisão dos resultados. Mais do que um produto, o Supermagna Contraste 104 Metal-Chekem Ensaios por Partículas Magnéticas representa a aplicação prática do conceito de contraste em inspeções visíveis, atendendo aos requisitos das normas ASTM E709, NM 342 e PETROBRAS N-1598.
Função do Supermagna Contraste 104 em Ensaios por Partículas Magnéticas
O Supermagna Contraste 104 em Ensaios por Partículas Magnéticas tem a função de criar um fundo branco uniforme na superfície da peça ou área de inspeção, sobre o qual as partículas magnéticas coloridas (método visível, geralmente pretas ou vermelhas) se acumulam, tornando as indicações de descontinuidades mais visíveis sob luz ambiente. O fundo branco e uniforme, aumenta a diferença visual entre a peça e as partículas acumuladas sobre possíveis descontinuidades superficiais.
Sem o contraste adequado, pequenas indicações podem passar despercebidas, reduzindo a sensibilidade do ensaio e comprometendo a confiabilidade dos resultados.
Em resumo, o Supermagna Contraste 104:
Forma fundo branco de alta refletividade, ideal para ensaios visíveis;
Aumenta o contraste óptico entre superfície e partículas magnéticas;
Facilita a interpretação visual das indicações pelo inspetor;
Contribui diretamente para a reprodutibilidade e padronização dos ensaios PM.
Quando utilizar o Supermagna Contraste 104
O Supermagna Contraste 104 é indicado para ensaios por partículas magnéticas coloridas (método visível), conduzidos sob iluminação visível com intensidade mínima de 1076 lux, conforme estabelecem as normas ASTM E709, NM 342 e PETROBRAS N-1598.
Cuidados na aplicação e remoção
Afim de garantir um desempenho ideal e evitar interferências no resultado, recomenda-se:
1. Preparação da superfície
A área a ser inspecionada deve estar seca, limpa e livre de óleo, graxa, tinta ou carepa. Recomenda-se uma limpeza prévia com E59 Metal-Chek, assegurando uma superfície perfeitamente preparada para receber o Supermagna Contraste 104.
2. Aplicação uniforme
O Supermagna Contraste 104 deve ser aplicado em camada fina e uniforme, evitando excesso. Camadas muito espessas comprometem a sensibilidade do ensaio.
3. Secagem
Aguarde a secagem completa antes da aplicação das partículas magnéticas. A superfície deve apresentar aspecto uniforme, opaco e sem brilho.
4. Remoção
Após o ensaio, o Supermagna Contraste 104 pode ser removido com removedor, como o E59 ou TMC 10 Metal-Chek, garantindo uma limpeza completa sem danificar a superfície.
Por que escolher o Supermagna Contraste 104 Metal-Chek
O Supermagna Contraste 104 Metal-Chek foi desenvolvido para profissionais que buscam precisão e desempenho em ensaios por partículas magnéticas.
Principais benefícios:
Alta cobertura e secagem rápida, otimizando o tempo de inspeção;
Camada aderente e uniforme, respeitando os limites de espessura;
Contraste óptico intenso, que evidencia até as menores indicações;
Compatibilidade com as partículas magnéticas coloridas Supermagna BW 333, RW 222, SBW 333/O, SRW 222/O e YD 404.
Aviso técnico
Este conteúdo tem caráter educativo. A aplicação dos métodos e parâmetros de ensaio deve seguir um procedimento qualificado e aprovado por um Inspetor Nível 3.
Excelência Metal-Chek
O Supermagna Contraste 104 é mais do que um produto de apoio: é um elemento técnico essencial para garantir qualidade, sensibilidade e segurança nos ensaios visíveis por partículas magnéticas.
Utilizar o Supermagna Contraste 104 Metal-Chek significa investir em padrão, precisão e confiabilidade, pilares fundamentais para quem busca excelência em Ensaios Não Destrutivos.
“Precisão é visibilidade — garanta resultados confiáveis com o Supermagna Contraste 104 Metal-Chek.”
O ensaio por partículas magnéticas (PM) é amplamente utilizado para detectar descontinuidades superficiais e subsuperficiais em materiais ferromagnéticos. Nos ensaios via úmida, a concentração adequada das partículas magnéticas no banho é determinante para a sensibilidade e repetibilidade dos resultados.
Um detalhe técnico faz toda a diferença: o uso do tubo decantador tipo “pera”, acessório essencial para medir a concentração do banho com precisão, rapidez e rastreabilidade.
Supermagna Tubo Decantador Tipo Pera: o que é e como funciona
O Supermagna Tubo Decantador tipo “pera” é um acessório auxiliar utilizado para determinar a quantidade de partículas magnéticas por volume de fluido na suspensão utilizada no ensaio via úmida. Com escala graduada, permite a leitura do volume de partículas decantadas após um período de repouso.
Existem dois modelos principais, desenvolvidos conforme o tipo de partícula:
Supermagna Tubo Decantador com fundo de escala de 0,1 ml (escala fina): indicado para partículas coloridas;
Supermagna Tubo Decantadorcom fundo de escala de 0,05 ml (escala mais sensível): indicado para partículas fluorescentes.
Principais aplicações:
Verificação da concentração adequada do banho de partículas magnéticas antes da execução do ensaio;
Avaliação dos níveis de contaminação do banho durante o uso.
Por que o controle de concentração é essencial
Com o uso contínuo, o banho de partículas magnéticas pode sofrer alterações que comprometem diretamente a confiabilidade dos resultados. Entre as principais causas estão:
Evaporação da fase líquida;
Decantação natural das partículas;
Contaminação por óleo, sujeira ou resíduos metálicos.
Essas variações podem afetar a sensibilidade do ensaio:
Excesso de partículas: gera indicações falsas e aumenta o ruído de fundo;
Baixa concentração: reduz a visibilidade e dificulta a detecção de descontinuidades reais.
Além do controle adequado, a qualidade das partículas magnéticas utilizadas é fator determinante para o desempenho do ensaio.
As partículas magnéticas Metal-Chek são desenvolvidas com formulações específicas para atender aos requisitos normativos.
Como usar corretamente o Supermagna Tubo Decantador tipo “pera”
O uso do Supermagna Tubo Decantador tipo “pera” deve seguir as instruções específicas de cada produto e veículo, além das orientações do procedimento de ensaio qualificado. De forma geral, o processo envolve a agitação da suspensão para homogeneização, o preenchimento do tubo até o volume indicado e o repouso por tempo suficiente para que as partículas se depositem por gravidade.
Após o período definido, realiza-se a leitura do volume decantado, observando a interface entre o fluido e as partículas. A leitura deve ser realizada de acordo com o tipo de partícula utilizada: – Para partículas coloridas, deve-se utilizar luz visível de modo a proporcionar boa visibilidade da linha de separação entre o fluido e as partículas. – Para partículas fluorescentes, a leitura requer o uso de luz ultravioleta (UV-A), em ambiente escurecido, conforme os requisitos estabelecidos pelas normas aplicáveis.
Os resultados obtidos servem como comparativo com os valores de referência indicados pelo fabricante das partículas magnéticas ou conforme o procedimento técnico aprovado por um Inspetor Nível 3, garantindo que o controle de concentração esteja em conformidade com as práticas estabelecidas para o ensaio.
Referências normativas
O controle de concentração com o Supermagna Tubo Decantador tipo “pera” está respaldado nas principais normas internacionais e nacionais aplicáveis aos ensaios por partículas magnéticas, como:
ASTM E709 – Standard Guide for Magnetic Particle Testing
NM 342 – Ensaios Não Destrutivos — Partículas Magnéticas — Detecção de Descontinuidades
PETROBRAS N-1598 – Ensaio por Partículas Magnéticas
ASME Seção V, Art. 7 – Magnetic Particle Examination
Boas práticas e periodicidade do controle
Para manter a estabilidade da suspensão, recomenda-se:
Efetuar o controle de concentração diariamente (ou antes de cada turno de inspeção);
Registrar os resultados em planilhas ou formulários de controle de qualidade;
Renovar o banho sempre que houver contaminação visível, espuma ou variação fora dos limites definidos;
Verificar periodicamente o estado físico do tubo decantador (trincas, sujeira ou escala ilegível).
Essas práticas contribuem para a reprodutibilidade nos ensaios e confiabilidade nos resultados, a fim de evitar retrabalhos e desperdícios.
Aviso técnico
Este conteúdo tem caráter educativo. A aplicação dos métodos e parâmetros de ensaio deve seguir um procedimento qualificado e aprovado por um Inspetor Nível 3.
Excelência Metal-Chek
Excelência em produtos para quem busca resultados confiáveis. A Metal-Chek fornece soluções completas para Ensaios Não Destrutivos (END): partículas magnéticas, tintas de contraste, yokes, acessórios e tubos decantadores — todos desenvolvidos conforme as principais normas ASTM, ASME, NM e PETROBRAS.
Descubra as diferenças entre os métodos seco e úmido do ensaio por partículas magnéticas, suas aplicações práticas e como garantir resultados confiáveis conforme normas técnicas.
A importância do método correto nos Ensaios Não Destrutivos
O ensaio por partículas magnéticas (PM) é amplamente utilizado na indústria para detectar descontinuidades superficiais e subsuperficiais em materiais ferromagnéticos. O método é valorizado por sua sensibilidade, rapidez e baixo custo operacional, sendo aplicado em setores como petróleo e gás, automotivo, metalúrgico e aeronáutico.
Contudo, para garantir resultados precisos, é essencial compreender as diferenças entre os métodos via seca e via úmida, já que cada um apresenta características e aplicações específicas.
Princípio do ensaio
O método de partículas magnéticas baseia-se na magnetização de um material ferromagnético. Quando o campo magnético encontra uma descontinuidade, há a formação um campo de fuga, atraindo as partículas magnéticas e formando uma indicação sobre a superfície.
Essas partículas podem ser coloridas (visíveis sob luz branca) ou fluorescentes (visíveis sob luz UV-A), conforme as normas ASTM E709 – Standard Guide for Magnetic Particle Testing e NM 342 – Ensaios não destrutivos — Partículas Magnéticas — Detecção de Descontinuidades.
Ensaio por partículas magnéticas – método seco: praticidade e agilidade em campo
O ensaio por via seca utiliza partículas magnéticas em pó aplicadas diretamente sobre a peça durante a magnetização. Essas partículas aderem às áreas de campo de fuga, formando indicações visíveis ao inspetor.
Características principais do método seco
Ideal para ensaios em campo ou inspeções em grandes estruturas;
Dispensa veículos líquidos, tornando o processo portátil e rápido;
Adequado para superfícies ásperas, irregulares ou com geometria complexa;
Pode ser aplicado em peças a altas temperaturas (até 180 °C).
Você sabia?
A partícula SUPERMAGNA WD-55 da Metal-Chek pode ser utilizada até 400 °C.
A partícula SUPERMAGNA CRL 265 AG/SN da Metal-Chek pode ser aplicada em ambientes não escurecidos, com intensidade de luz visível de até 1000 lx.
Limitações do método seco
Menor sensibilidade que o método úmido, especialmente em pequenas descontinuidades;
Pode gerar acúmulo irregular de partículas se não aplicado adequadamente;
Requer experiência do inspetor para interpretação das indicações.
Ensaio por partículas magnéticas – método úmido: precisão e sensibilidade
No ensaio por via úmida, as partículas magnéticas são suspensas em água ou óleo, formando uma suspensão homogênea aplicada sobre a superfície durante a magnetização. Essa técnica oferece maior mobilidade das partículas, resultando em melhor sensibilidade na detecção de descontinuidades.
Características principais do método úmido
Indicado para ensaios de alta precisão;
Possibilita o uso de partículas fluorescentes, inspecionadas sob luz UV-A;
Requer controle rigoroso da suspensão quanto à concentração e contaminação;
As medições são verificadas com tubo decantador tipo “pera” (ASTM E709).
Para partículas fluorescentes, a concentração ideal está entre 0,1 e 0,4 mL; para partículas coloridas, entre 1,2 e 2,4 mL, conforme ASTM E709 e NM 342.
Limitações do método úmido
Requer equipamentos adicionais (lanterna UV) para a técnica fluorescente;
Demanda ambiente escurecido para a técnica fluorescente;
Necessita maior controle de processo (concentração e contaminação).
Aviso importante: Este artigo tem caráter educativo. A definição do método, técnica e parâmetros de ensaio deve ser realizada por um Inspetor Nível 3 em um procedimento qualificado e aprovado.
Produtos Metal-Chek em conformidade normativa
A Metal-Chek oferece soluções completas para ensaios por partículas magnéticas, desenvolvidas conforme as principais normas internacionais:
Partículas magnéticas coloridas e fluorescentes (via seca e via úmida);
Condicionadores para suspensão em água;
Tintas de contraste de alta opacidade para inspeções sob luz branca;
Yokes eletromagnéticos Supermagna HMM6, robustos, portáteis e normativamente compatíveis.
Todos os produtos são formulados para atender aos requisitos normativos, garantindo conformidade, sensibilidade e repetibilidade nos resultados.
Quando aplicar cada método de ensaio por partículas magnéticas
Os métodos seco e úmido do ensaio por partículas magnéticas são característicos e sua aplicação deve basear-se nas condições do ensaio e nos requisitos do procedimento
Independentemente do método, utilizar produtos confiáveis e de qualidade comprovada é essencial para garantir resultados consistentes e reprodutíveis — e é nesse ponto que a Metal-Chek se destaca.
Excelência em produtos para quem busca resultados confiáveis.
A Metal-Chek fornece soluções completas para END: partículas magnéticas, tintas de contraste, condicionadores e yokes eletromagnéticos, desenvolvidos conforme as principais normas ASTM, ASME, NM e PETROBRAS, garantindo segurança, precisão e conformidade técnica em cada inspeção.
Ambos permitem identificar descontinuidades que poderiam comprometer a segurança e a performance de estruturas metálicas, soldas, eixos ou peças fundidas, etc.
Para assegurar a qualidade e padronização dos resultados, há um conjunto de normas técnicas nacionais e internacionais que estabelecem critérios de execução, materiais e condições de ensaio.
A seguir, veja quais são essas normas e o que cada uma determina de forma resumida.
Normas aplicáveis ao Ensaio por Líquidos Penetrantes (LP)
ASTM E1417 – Standard Practice for Liquid Penetrant Testing
É a principal norma internacional para o método de Líquidos Penetrantes. Define os parâmetros essenciais para execução segura e precisa do ensaio, incluindo:
classificação dos penetrantes (fluorescentes e coloridos);
métodos de remoção (lavável com água, pós-emulsificável, removível com solvente);
requisitos de iluminação e sensibilidade;
etapas do processo, como limpeza, penetração e revelação.
controles de processo.
ISO 3452 – Non-Destructive Testing – Penetrant Testing
A série ISO 3452 estabelece padrões internacionais, materiais e equipamentos. Entre seus principais tópicos estão:
Parte 1: princípios gerais;
Parte 2: requisitos de materiais penetrantes;
Parte 3: blocos de referência;
Parte 4: equipamento;
Parte 5: requisitos para ensaios por líquido penetrante a temperaturas maiores que 50 °C.
NM 334 – Ensaios não destrutivos — Líquidos penetrantes — Detecção de descontinuidades
Norma Mercosul que define os principais requisitos para inspeções por LP no contexto nacional, incluindo:
terminologia e simbologia técnica;
etapas de ensaio (pré-limpeza, aplicação, penetração, remoção, revelação e avaliação);
níveis mínimos de iluminação;
ASTM E165 – Standard Practice for Liquid Penetrant Testing for General Industry
Norma que define os procedimentos e critérios gerais para o ensaio por líquidos penetrantes (LP) em aplicações industriais. Estabelece requisitos para:
classificação de penetrantes (fluorescentes ou coloridos);
métodos de remoção (água, solvente ou pós-emulsificável);
controle de iluminação, temperatura e tempo de penetração;
verificação da sensibilidade e controle de qualidade dos produtos.
PETROBRAS N-1596
Define:
parâmetros de ensaio e tempos mínimos/máximos de processo;
requisitos de procedimento;
condições de iluminação;
classificação e rastreabilidade de produtos;
requisitos para execução e qualificação de pessoal.
PETROBRAS N-2370
Fornece:
orientações gerais de segurança, documentação e rastreabilidade;
avaliação de materiais penetrantes.
ASME V – Art. 6
Parte integrante do Boiler and Pressure Vessel Code (BPVC) da ASME, define os requisitos para o ensaio por líquidos penetrantes aplicado em caldeiras, vasos de pressão e equipamentos pressurizados. Contém:
especificações para materiais e equipamentos;
verificação de sensibilidade do sistema de ensaio;
controle de processo e intervalos de inspeção;
aceitação conforme códigos de fabricação.
Normas aplicáveis ao Ensaio por Partículas Magnéticas (PM)
ASTM E709 – Standard Guide for Magnetic Particle Testing
Principal norma internacional que rege o ensaio por partículas magnéticas. Ela estabelece as boas práticas e diretrizes de aplicação para:
técnicas de magnetização (yoke, eletrodos, bobina, condutor central e contato direto);
uso de partículas coloridas e fluorescentes;
controle de corrente elétrica e direção de campo;
verificação da concentração de partículas e iluminação (visível e UV).
ASTM E3024 – Standard Practice for Magnetic Particle Testing for General Industry
Complementa a ASTM E709 e apresenta instruções específicas para inspeções na indústria geral.
NM 342 – Ensaios não destrutivos — Partículas magnéticas — Detecção de descontinuidades
Determina parâmetros técnicos para execução do ensaio em conformidade com padrões internacionais:
aplicação por via seca e via úmida;
características das partículas magnéticas e dos veículos líquidos;
faixas de concentração recomendadas para via úmida (0,1 a 0,4 mL para fluorescentes e 1,2 a 2,4 mL para coloridas);
controle de intensidade de iluminação para luz Visível e UV-A.
ASTM E1444 – Standard Practice for Liquid Penetrant Testing for Aerospace
Específica para o setor aeronáutico e aeroespacial, que define práticas detalhadas de ensaio por partículas magnéticas (PM). Estabelece:
requisitos de materiais magnéticos e veículos;
limites de concentração e controle de banho;
verificações de iluminação UV-A e luz branca;
critérios rigorosos de calibração e aceitação.
PETROBRAS N-1598
Define os critérios de execução do método PM em materiais ferromagnéticos. Aborda:
técnicas de magnetização;
requisitos de iluminação UV e intensidade de campo;
procedimentos de calibração.
ASME V – Art. 7
Parte do ASME Boiler and Pressure Vessel Code, define os requisitos para o ensaio por partículas magnéticas em equipamentos pressurizados e componentes soldados. Abrange:
tipos de corrente elétrica e técnicas de magnetização;
controle de intensidade do campo magnético;
meios de detecção;
critérios de aceitação e qualificação do sistema de ensaio.
ISO 9934 – Non-Destructive Testing – Magnetic Particle Testing
A série ISO 9934 estabelece padrões internacionais, materiais e equipamentos. Entre seus principais tópicos estão:
Parte 1: princípios gerais;
Parte 2: meio de detecção;
Parte 3: equipamento;
Importância das normas técnicas para a confiabilidade dos END
As normas que regem os métodos de líquidos penetrantes e partículas magnéticas são a base técnica que garante confiabilidade e regulamentação aos Ensaios Não Destrutivos. Elas orientam desde o desenvolvimento de produtos até a aplicação prática no ambiente industrial, assegurando qualidade, segurança e padronização em cada inspeção.
Conhecer essas normas é essencial para quem atua com controle de qualidade, manutenção e inspeção — seja na indústria pesada, petroquímica, aeronáutica ou metalúrgica.
Aviso importante: Este conteúdo tem caráter educativo. A aplicação dos métodos e parâmetros de ensaio deve seguir um procedimento qualificado e aprovado por um Inspetor Nível 3.
Solução em Ensaios Não Destrutivos
A Metal-Chek fornece soluções completas para END: líquidos penetrantes, partículas magnéticas, yoke e acessórios, desenvolvidos conforme as principais normas ASTM, ISO, ASME, NM, PETROBRAS, garantindo qualidade, segurança e conformidade técnica em cada inspeção.
Descubra como a combinação Supermagna Yoke HMM6, SBW 333/O e Contraste 104 da Metal-Chek garante inspeções por partículas magnéticas mais rápidas, precisas e seguras, em conformidade com normas técnicas.
Por que a confiabilidade na inspeção é vital na indústria
Na indústria, confiabilidade significa economia e segurança. Afinal, uma descontinuidade superficial não identificada pode comprometer a operação de equipamentos críticos, gerar retrabalho, paradas não programadas e até acidentes. Por isso, a aplicação de técnicas de Ensaios Não Destrutivos (END) é indispensável. Entre os métodos disponíveis, a inspeção por partículas magnéticas (PM) se destaca pela alta sensibilidade em materiais ferromagnéticos.
No entanto, não basta apenas ter um bom equipamento: é essencial contar também com partículas magnéticas adequadas e um contraste eficiente para garantir resultados consistentes. É justamente aqui que entra a proposta da Metal-Chek: a combinação do Supermagna Yoke HMM6, do SBW 333/O e do Contraste 104. Juntos, esses produtos formam um sistema completo que assegura inspeções rápidas, precisas e seguras.
Supermagna Yoke HMM6: Potência e Robustez em Campo
O Supermagna Yoke HMM6 é um equipamento eletromagnético portátil, projetado para gerar o campo magnético (CA – Corrente Alternada) necessário à inspeção por partículas magnéticas na técnica do yoke. Além disso, sua construção robusta o torna ideal para uso tanto em campo quanto em fábrica.
Principais características:
Portátil e robusto – ideal para inspeções em campo e fábrica.
Sem condução de corrente pela peça – a magnetização é realizada por campo, garantindo maior segurança.
Aplicações – soldas, estruturas metálicas, peças fundidas e forjadas.
Normativo – atende às principais normas nacionais e internacionais.
SBW 333/O: Partículas Magnéticas Visíveis em Suspensão Oleosa
As partículas magnéticas são responsáveis por tornar visíveis as descontinuidades presentes na peça magnetizada.
O SBW 333/O é uma suspensão oleosa para a via úmida visível, formulada para oferecer alta sensibilidade e estabilidade.
Dessa forma, garante indicações nítidas e consistentes durante o processo de inspeção.
Destaques:
Pronto para uso.
Excelente visualização das descontinuidades em produtos acabados.
Alta definição das indicações sob luz visível, com ótima sensibilidade.
Contraste 104: Visibilidade Aprimorada
O Contraste 104 cria um fundo branco que realça as indicações das partículas magnéticas visíveis, garantindo máxima definição e confiabilidade na inspeção.
Em outras palavras, ele amplia a legibilidade das indicações e contribui para uma interpretação mais precisa.
Principais funções:
Aumenta o contraste das partículas com a superfície.
Aumento na sensibilidade do ensaio.
Conformidade com normas técnicas.
Como Funciona a Combinação Supermagna Yoke HMM6 + SBW 333/O + Contraste 104
De forma simples e eficiente, o processo ocorre em quatro etapas:
Aplicação do Contraste 104 – fundo branco uniforme na área a ser inspecionada.
Magnetização com o Supermagna Yoke HMM6 – geração do campo magnético sobre a peça.
Aplicação do SBW 333/O – suspensão oleosa visível depositada na superfície magnetizada.
Interpretação dos resultados – as partículas se acumulam em regiões de fuga de campo, revelando descontinuidades superficiais de forma imediata.
Vantagens da Combinação Metal-Chek
Sensibilidade elevada – maior precisão na detecção de descontinuidades superficiais.
Rapidez operacional – indicações visíveis no momento da inspeção.
Versatilidade de aplicação – setores como petróleo & gás, energia, metalurgia, automotivo, naval e nuclear.
Além disso, essa combinação reduz retrabalhos e aumenta a eficiência das equipes de inspeção.
Normas Técnicas de Referência
A combinação do Supermagna Yoke HMM6 + SBW 333/O + Contraste 104 atende às exigências de normas internacionais e nacionais, como:
ASTM E709
ASTM E3024
ISO 9934 (1 e 2)
NM 342
ASME BPVC Seção V, Artigo 7
PETROBRAS N-1598
Por que escolher a Metal-Chek
A Metal-Chek é referência nacional em soluções para Ensaios Não Destrutivos, com produtos desenvolvidos segundo rigorosos padrões de qualidade e testados em aplicações industriais reais.
Portanto, ao adotar a combinação Supermagna Yoke HMM6 + SBW 333/O + Contraste 104, sua empresa ganha em:
Confiabilidade dos resultados.
Rapidez na execução e interpretação.
Segurança e eficiência operacional.
A inspeção por partículas magnéticas é um método consolidado entre os Ensaios Não Destrutivos e continua sendo essencial para garantir a integridade de componentes e estruturas metálicas. Sua eficácia, porém, depende diretamente da qualidade dos equipamentos e produtos.
Com a combinação do Supermagna Yoke HMM6, do SBW 333/O e do Contraste 104, a Metal-Chek entrega uma solução completa para a realização de Ensaios Não Destrutivos.
Dessa forma, a inspeção ganha em confiabilidade, agilidade e segurança operacional. Essa integração garante: • Confiabilidade e precisão nos resultados. • Rapidez na execução e interpretação das indicações. • Segurança e eficiência nas operações industriais.
Se o objetivo da sua empresa é elevar o padrão de inspeção e fortalecer a confiabilidade dos processos, conte com a Metal-Chek.
Metal-Chek – referência em soluções para Ensaios Não Destrutivos.
Na manutenção industrial, a confiabilidade das inspeções é determinante para evitar retrabalhos, falhas em equipamentos e custos com paradas não programadas.
Entre os Ensaios Não Destrutivos (END), a inspeção por partículas magnéticas (PM) é uma das técnicas mais difundidas para a detecção de descontinuidades superficiais e subsuperficiais em materiais ferromagnéticos.
Para que os resultados sejam confiáveis, não basta apenas um bom equipamento de magnetização. É preciso utilizar também partículas magnéticas de qualidade, um condicionador adequado e um contraste eficiente.
É nesse ponto que a Metal-Chek se destaca, oferecendo uma combinação robusta para a indústria: o Supermagna Yoke HMM6, as partículas magnéticas em pó associadas ao Condicionador BC 502SN e o Contraste 104C.
Supermagna Yoke HMM6: Robustez e Conformidade
O Supermagna Yoke HMM6 é um Yoke eletromagnético projetado para gerar o campo magnético necessário durante a inspeção.
Características principais:
Portátil e robusto – ideal para inspeções em campo e fábrica.
Seguro – não conduz corrente pela peça, induz um campo magnético longitudinal.
Versátil – indicado para inspeção de soldas, peças fundidas, forjadas, estruturas metálicas, etc.
Normativo – atende às principais normas nacionais e internacionais.
Partículas Magnéticas + Condicionador BC 502 SN
O uso de partículas magnéticas em pó, combinadas ao Condicionador BC 502 SN, é o método mais adotado para formar suspensões estáveis e eficientes.
Função das partículas magnéticas:
Tornam visíveis as descontinuidades superficiais e subsuperficiais ao se acumular em regiões de fuga do campo magnético aplicado.
Podem ser ajustadas em concentração, conforme procedimento.
Disponíveis em diferentes opções para inspeções visíveis ou fluorescentes.
Função do Condicionador BC 502 SN:
Garante proteção anticorrosiva.
Permite dispersão uniforme das partículas.
Favorece uma correta umectação e mobilidade na superfície.
Compatível com requisitos de normas técnicas.
Contraste 104C: Maior Visibilidade e Precisão
O Contraste 104C é aplicado antes da magnetização e do banho de partículas magnéticas, criando um fundo branco uniforme.
Principais funções:
Aumenta o contraste das partículas com a superfície.
Aumento na sensibilidade do ensaio.
Conformidade com normas técnicas.
Como Funciona a Combinação
Aplicação do Contraste 104C – cria um fundo branco contrastante e uniforme.
Magnetização com o Supermagna Yoke HMM6 – gera o campo magnético necessário.
Aplicação da suspensão preparada (partículas + BC 502 SN) – as partículas se aglomeram nas regiões de campo de fuga formando indicações.
Interpretação – com fundo branco e partículas evidenciadas, o inspetor identifica descontinuidades com rapidez e confiabilidade.
Vantagens da Combinação
Alta sensibilidade na detecção de descontinuidades.
Rapidez operacional, com resultados visíveis imediatamente.
Confiabilidade normativa, em conformidade com ASTM, ISO, AMS, ASME e PETROBRAS.
Flexibilidade, permitindo ajustes de concentração de partículas.
Segurança, com o uso do Yoke robusto e seguro em diferentes ambientes.
Normas Técnicas que Respaldam o Conjunto
A combinação atende às exigências de normas internacionais e nacionais, como:
ASTM E709
ASTM E3024
ISO 9934 (1 e 2)
NM 342
ASME BPVC Seção V, Artigo 7
PETROBRAS N-1598
A inspeção por partículas magnéticas é uma técnica essencial para a manutenção industrial e garantia da qualidade. Mas sua eficiência depende da escolha de equipamentos e insumos adequados.
A combinação do Supermagna Yoke HMM6, das partículas magnéticas com Condicionador BC 502 SN e do Contraste 104C garante um processo de inspeção rápido, confiável e seguro.:
Com essa solução completa, a Metal-Chek reforça seu compromisso em fornecer tecnologia de ponta para Ensaios Não Destrutivos, atendendo às necessidades da indústria com excelência.
Fale com nosso time técnico e descubra como podemos ajudar a transformar suas rotinas de inspeção em diferenciais competitivos.
Na indústria moderna, a confiabilidade dos equipamentos e estruturas metálicas é fator decisivo para a segurança operacional e a redução de custos. Uma falha em um componente crítico pode gerar não apenas prejuízos financeiros, mas também colocar vidas em risco. É nesse cenário que os Ensaios Não Destrutivos (END) desempenham papel estratégico, pois permitem avaliar a integridade de peças sem causar danos.
Entre os métodos mais utilizados de END, o ensaio por partículas magnéticas (PM) se destaca pela eficiência na detecção de descontinuidades superficiais em materiais ferromagnéticos. Dentro deste método, um equipamento se mostra indispensável: o Supermagna Yoke HMM6.
O Supermagna Yoke HMM6, é um dispositivo portátil que se tornou ferramenta essencial para inspetores e técnicos de manutenção industrial. Ao longo deste artigo, vamos explorar em detalhes o que é o Supermagna Yoke HMM6, como ele funciona, suas aplicações, os requisitos normativos e, principalmente, porque ele é fundamental para garantir a qualidade e a segurança em inspeções industriais.
O que é o Supermagna Yoke HMM6?
O Supermagna Yoke HMM6 é um eletroímã em formato de “U” invertido, dotado de duas pernas (fixas ou articuláveis), que quando apoiadas sobre uma peça ferromagnética geram um campo magnético longitudinal entre seus polos. Esse campo permite revelar falhas superficiais ao aplicar partículas magnéticas sobre a área inspecionada.
Diferente de outras técnicas, o Supermagna Yoke HMM6 não conduz corrente elétrica pela peça, mas sim pela bobina do próprio equipamento.
Fundamentos Magnéticos Aplicados ao Supermagna Yoke HMM6
Para compreender a importância do Supermagna Yoke HMM6, é preciso retomar alguns conceitos básicos de magnetismo:
Campo magnético: região ao redor de um ímã ou condutor percorrido por corrente elétrica onde atuam forças magnéticas.
Campo de fuga: interrupção nas linhas de fluxo magnético causada por uma descontinuidade, como uma trinca ou inclusão.
Partículas magnéticas: pó seco ou suspensão líquida que, quando aplicada sobre a superfície magnetizada, se acumula no campo de fuga, revelando visualmente a falha.
O Supermagna Yoke HMM6, ao magnetizar a peça, destaca essas descontinuidades de forma imediata.
Aplicações do Supermagna Yoke HMM6 na Indústria
O Supermagna Yoke HMM6 é amplamente utilizado em setores onde a segurança estrutural e a confiabilidade operacional são indispensáveis:
Soldagem e caldeiraria: inspeção de cordões de solda, detecção de trincas e falta de fusão.
Petroquímica e óleo & gás: vasos de pressão, tubulações, flanges e conexões críticas.
Setor automotivo e ferroviário: eixos, rodas, engrenagens, trilhos e sistemas de frenagem.
Aeronáutico e aeroespacial: inspeção de trens de pouso e componentes estruturais.
Energia: turbinas hidráulicas, componentes de usinas térmicas e nucleares.
Em todos esses setores, o Supermagna Yoke HMM6 se destaca pela rapidez de aplicação e resultado imediato, permitindo decisões ágeis sobre reparos ou substituições.
Normas de Referência
ASTM E1444 – Prática padrão para ensaio por partículas magnéticas.
ASTM E709 – Guia padrão para ensaio por partículas magnéticas.
ASTM E3024 – Orientações que contemplam calibração de equipamentos, técnicas de magnetização, critérios de aceitação e capacitação do pessoal.
PETROBRAS N-1598 – Estabelece requisito técnicos obrigatórios e instruções sobre como lidar com não-conformidades paraEnsaio Não Destrutivo: Partículas Magnéticas.
ASME Seção V – Artigo 7 – Requisitos para ensaio por partículas magnéticas em materiais ferromagnéticos, aplicável a vasos de pressão, caldeiras e outros componentes abrangidos pelo código ASME.
Por que o Supermagna Yoke HMM6 é Essencial na Manutenção Industrial?
Porque ele vai muito além de um equipamento de inspeção — é um investimento estratégico em segurança, produtividade e conformidade.
Minimiza paradas não programadas → detecta falhas antes que evoluam para quebras.
Reduz custos → evita retrabalhos e substituições desnecessárias.
Mais segurança → protege pessoas e patrimônio.
Mobilidade e praticidade → ideal para equipes que precisam de agilidade no campo.
Robustez e durabilidade → ideal para uso intensivo em ambientes industriais.
O impacto para a sua empresa
O Supermagna Yoke HMM6 em ensaios por partículas magnéticas é peça-chave na manutenção industrial, combinando simplicidade, eficiência e conformidade normativa. Sua aplicação em diferentes setores reforça sua relevância como equipamento indispensável em programas de inspeção.
Ao escolher o Supermagna Yoke HMM6 Metal-Chek, sua empresa garante resultados confiáveis, suporte técnico especializado e condições comerciais vantajosas.
Fale com nosso time técnico e descubra como o Supermagna Yoke HMM6 pode aumentar a segurança e a eficiência das suas inspeções.
Guia prático para compradores e engenheiros de suprimentos
Na indústria, os Ensaios Não Destrutivos (END) são fundamentais para garantir a qualidade, a segurança e a conformidade de peças e equipamentos. No entanto, muitas propostas de compra (RFQs) falham por não especificar corretamente o que está sendo solicitado — seja a contratação do serviço de END ou a aquisição de insumos e equipamentos para realizá-lo.
A seguir, apresentamos um guia prático para preparar RFQs claras e completas, com exemplos reais de produtos Metal-Chek e Supermagna.
1. Defina o que está comprando: serviço ou insumo
Antes de tudo, determine se sua RFQ será para:
Serviço de END – o fornecedor executa o ensaio e entrega o laudo técnico.
Materiais/insumos/equipamentos para END – sua equipe ou prestador usará os produtos adquiridos para realizar o ensaio.
Essa distinção evita confusão e garante que as especificações sejam adequadas para o que se deseja adquirir.
2. Especificando a contratação do serviço de END
Ao contratar um serviço, descreva como o ensaio deve ser feito e quais critérios de aceitação serão adotados.
a) Método e técnica
Indique o método e a técnica:
Ex.: Líquido penetrante, Tipo I, Método A, Nível 2, utilizando Metal-Chek FP 91
Seja específico: evite termos genéricos como “teste de LP” sem indicar método, tipo e norma.
Padronize as descrições em todas as requisições.
Aprove a proposta técnica antes do preço.
Inclua requisitos de segurança e meio ambiente (EPI, descarte adequado de produtos).
Conclusão
Uma especificação clara — seja para contratar o serviço de END ou adquirir insumos Metal-Chek e Supermagna — garante que o processo seja executado com qualidade, reduz riscos e evita retrabalho.
Toda inspeção eficaz começa pela observação — não apenas com o que os olhos enxergam, mas com o que um olhar técnico e experiente é capaz de interpretar. A Inspeção Visual (VT) é a etapa inicial na identificação de descontinuidades, falhas, desgastes e anomalias que podem comprometer a integridade e o desempenho dos equipamentos.
Mais do que uma simples verificação superficial, a VT funciona como um filtro inicial no controle de qualidade, contribuindo diretamente para a redução de custos, prevenção de riscos e o aumento da eficiência operacional.
Além disso, a Inspeção Visual funciona como a porta de entrada para técnicas mais avançadas de ensaios não destrutivos, como líquidos penetrantes, partículas magnéticas e ultrassom. Ou seja, ao detectar um indicativo visual, é o momento certo para aprofundar a análise com métodos complementares e mais sensíveis.
Embora pareça simples, a Inspeção Visual exige muito mais do que apenas “olhar”:
Treinamento técnico
Conhecimento dos critérios de aceitação
IIuminação adequada
Ferramentas e instrumentação de apoio
Documentação de evidências
Inspeção Visual na era da Indústria 4.0
Engana-se quem pensa que a Inspeção Visual (VT) perdeu importância com o avanço da automação. Pelo contrário — ela evoluiu e se integrou aos novos recursos tecnológicos, ampliando seu alcance, precisão e agilidade.
Hoje, a VT é parte ativa da Indústria 4.0 e pode ser combinada com soluções digitais de última geração:
Inteligência artificial para reconhecimento de imagens
Drones para inspeções em altura ou áreas de risco
Câmeras 4K com sensores térmicos
Análises preditivas conectadas a dashboards digitais
Aplicações mais comuns da Inspeção Visual
A Inspeção Visual (VT) é amplamente utilizada em diversos setores da indústria como ferramenta de avaliação rápida e eficaz. Seu objetivo principal é identificar irregularidades visíveis que possam comprometer a integridade estrutural, funcionalidade ou segurança de componentes e equipamentos.
A tabela a seguir resume as principais aplicações e o que se busca identificar em cada caso:
Aplicação
O que se busca identificar?
Soldas
Trincas, porosidade, falta de fusão ou de penetração
Equipamentos pressurizados
Corrosão, deformações, vazamentos
Estruturas metálicas
Deformações, empenos, fissuras
Dutos e tubulações
Vazamentos, oxidação, deteriorações
Máquinas e componentes móveis
Desgaste, desalinhamento, fraturas
Equipamentos e Recursos Utilizados na Inspeção Visual
Embora muitas inspeções visuais sejam feitas a olho nu, o uso de equipamentos auxiliares potencializa significativamente a precisão e a confiabilidade do ensaio. Alguns recursos utilizados:
Luz natural ou artificial adequada: Garantem a visibilidade adequada. Uma iluminação deficiente pode comprometer a detecção de descontinuidades.
Lupas e lentes de aumento: Amplificam pequenos detalhes, permitindo identificar trincas superficiais, porosidade, inclusões ou falta de fusão em soldas.
Borescópios e endoscópios industriais: Instrumentos óticos usados para inspeção de áreas de difícil acesso, como tubos, soldas internas de vasos de pressão e componentes aeronáuticos.
Réguas, calibradores e gabaritos: Ferramentas para mensurar dimensões, ângulos de solda, perfis de cordões e alinhamentos.
Câmeras de alta resolução: Facilitam a documentação fotográfica e a comparação histórica em inspeções periódicas.
Software de inspeção e registro digital: Com o avanço da Indústria 4.0, integrar inspeções visuais com sistemas digitais permite registrar ocorrências, gerar relatórios e manter rastreabilidade conforme exigências normativas
Sugestões de boas práticas na execução da Inspeção Visual
Para a eficácia da Inspeção Visual e a confiabilidade dos resultados, adotar práticas operacionais bem definidas é um ponto importante. A padronização da execução, por meio de procedimentos escritos e checklists operacionais, contribui para minimizar falhas humanas e garantir consistência nas avaliações. A seguir, apresenta-se um modelo simplificado que pode ser adaptado conforme as necessidades de cada setor:
Recomendação: ANTES DA INSPEÇÃO:
Verificar limpeza da superfície (livre de contaminantes, como: tinta, óleo, graxa, ferrugem, poeira ou detritos)
Checar iluminação do ambiente (deve ser suficientemente intensa e uniformemente distribuída, permitindo uma avaliação precisa da superfície. É importante evitar reflexos, sombras ou ofuscamento, especialmente em materiais polidos ou com geometria irregular. Em locais com pouca luz natural, recomenda-se o uso de fontes artificiais ajustáveis e direcionáveis para garantir boa visibilidade).
Avaliar as condições físicas e visuais do inspetor (exemplo: fadiga, uso de óculos).
Avaliar a necessidade de Equipamentos e Recursos complementares
Verificar cordões de solda: perfil, respingos, falta de fusão
Utilizar lentes de aumento em áreas com suspeitas ou detalhes pequenos.
Fotografar e registrar irregularidades
Avaliar a necessidade de ensaios complementares (líquido penetrante, partículas magnéticas, etc.).
Recomendação: APÓS A INSPEÇÃO:
Registro e rastreabilidade (manter o histórico das inspeções, fotos, relatórios, mapas de inspeção e checklist com critérios de aceitação. Esses registros garantem rastreabilidade, auditorias eficazes e embasam tomadas de decisão).
Armazenar registros em meio digital para garantir rastreabilidade e facilitar auditorias.
Integração da Inspeção Visual com Outros Métodos de END
A Inspeção Visual (VT) é o ponto de partida para a maioria dos Ensaios Não Destrutivos (END). Embora seja capaz de identificar diversas falhas superficiais, nem sempre fornece informações suficientes para uma avaliação completa da integridade do componente. Por isso, é fundamental integrá-la a métodos complementares, especialmente quando há suspeitas visuais que exigem confirmação técnica.
A tabela abaixo mostra como a VT se conecta aos principais métodos de END e os benefícios dessa combinação:
Método Complementar
Aplicação após VT
Benefícios combinados
Líquido Penetrante (LP)
Detecção de trincas e descontinuidades abertas na superfície.
Confirma e dimensiona indicações visuais suspeitas.
Partículas Magnéticas (PM)
Inspeção de peças ferromagnéticas. Detecta falhas superficiais e subsuperficiais.
Maior sensibilidade em zonas críticas, como soldas.
Ultrassom (UT)
Avalia a integridade interna da peça.
Identifica falhas internas não visíveis externamente.
Radiografia (RT)
Revela descontinuidades volumétricas em soldas e fundidos.
Alta confiabilidade e documentação visual permanente.
Referências Normativas
A Inspeção Visual é regida por diversas normas técnicas que garantem a padronização dos procedimentos, a confiabilidade dos resultados e a conformidade com requisitos legais e industriais. A seguir, destacamos algumas normas técnicas aplicáveis:
ISO 17637 – Inspeção Visual de Soldas em Materiais Metálicos: estabelece requisitos para a execução da VT em soldagens, incluindo critérios de aceitação e técnicas recomendadas.
NBR 14842 – Inspeção Visual de Soldas: procedimentos e requisitos nacionais que orientam a prática da VT em soldas.
ASME Seção V, Artigo 9 – Requisitos para Inspeção Visual: norma amplamente utilizada na indústria de equipamentos pressurizados e caldeiraria.
Normas Técnicas Petrobras (Exemplos: N-1596, N-1598, N-2370) – Diretrizes específicas para inspeções visuais no setor de petróleo e gás.
A Primeira Linha de Defesa da Qualidade
A Inspeção Visual é muito mais do que um olhar atento, é uma barreira técnica essencial contra falhas que comprometem segurança, produtividade e conformidade normativa.
Implantar um programa de inspeções visuais bem estruturado é dar o primeiro passo rumo à excelência operacional. E mais: quando combinada com os métodos da Metal-Chek como Líquido Penetrante, Partículas Magnéticas e Detecção de Vazamento, a inspeção visual se transforma em um ecossistema de confiabilidade industrial.
Recomendações:
Para fortalecer seu programa de inspeção visual e elevar a confiabilidade dos seus processos, considere:
✅ Avalie a maturidade do seu programa de inspeção visual
✅ Capacite sua equipe com treinamentos baseados em normas reconhecidas.
✅ Padronize checklists e procedimentos com suporte técnico especializado.
✅ Invista em acessórios e equipamentos de qualidade para complementar a etapa visual
Conheça a linha completa de soluções da Metal-Chek.
Se você quer garantir precisão, conformidade e segurança operacional nos seus Ensaios Não Destrutivos (END), a calibração dos equipamentos não é uma etapa opcional — é indispensável. Empresas que negligenciam essa prática enfrentam riscos sérios: ❌ Laudos imprecisos ❌ Falhas não detectadas ❌ Não conformidades em auditorias ❌ Prejuízos operacionais e reputacionais
➡️ Quando o equipamento está descalibrado, a confiabilidade desaparece — junto com a segurança operacional.
O que é Calibração e por que é Vital nos END
A calibração é um processo de comparação entre dois instrumentos (mensurando e mensurado). Essa comparação envolve um cálculo de erro e incerteza e esses resultados são apresentados em um documento que chamamos de certificado de calibração.
✅ Relação entre valores e incertezas de medição;
✅ As normas técnicas estão sendo atendidas;
Normas como ASME Seção V, ASTM E1417, ASTM E1444, ASTM E3024, ASTM E709 exigem que seus equipamentos estejam calibrados para que os resultados tenham validade técnica e legal.
Por que a Calibração é um Diferencial?
1. Garante Precisão Técnica
Falsos positivos → peças boas são descartadas sem necessidade
Falsos negativos → falhas passam despercebidas
Ambos colocam em risco a segurança, aumentam custos e comprometem a reputação da empresa.
2. Evita Penalidades em Auditorias
Setores como petróleo e gás, aeronáutico, ferroviário e automotivo são inflexíveis com equipamentos fora de conformidade. Dica de ouro: Sempre exija certificados rastreáveis à RBC (Rede Brasileira de Calibração) ou a padrões internacionais reconhecidos.
3. Reduz Custos com Retrabalho
Investir em calibração é mais barato do que corrigir erros causados por equipamentos desregulados.
Quais Equipamentos Devem Ser Calibrados?
Líquido Penetrante (LP)
Radiômetros/Fotômetros
Termômetros
Manômetros de água
Manômetros de ar comprimido
Partícula Magnética (PM)
Gaussímetros (Residual)
Medidores de Campo Magnético
Amperímetros
Temporizadores
Equipamentos de magnetização (Máquinas Estacionárias)
Tubos decantadores
Quando Calibrar os Equipamentos?
A frequência ideal de calibração é conforme requisitos de normas aplicáveis.
Como Garantir Rastreabilidade?
Conformidade não se improvisa. Siga essas práticas:
✔ Contrate laboratórios acreditados pelo Inmetro (ABNT NBR ISO/IEC 17025);
✔ Arquive e atualize os certificados de calibração;
✔ Use checklists digitais com alertas automáticos de vencimento;
[CHECKLIST PRÁTICO] Como Organizar sua Rotina de Calibração
Etapa
Ação
Planejamento
Mapear todos os equipamentos que exigem calibração
Contratação
Escolher laboratório acreditado
Acompanhamento
Criar alertas de vencimento
Documentação
Arquivar certificados e evidências de calibração
Verificação Interna
Utilizar padrões de referência para controle
Calibração é Segurança, Confiabilidade e Qualidade
No mundo dos Ensaios Não Destrutivos, calibrar é um ato de responsabilidade técnica e compromisso com a segurança.
A Metal-Chek oferece os melhores consumíveis e acessórios para garantir que seus ensaios por líquido penetrante, partículas magnéticas e detecção de vazamento sejam precisos, rastreáveis e confiáveis.
Você pode até ter o melhor laboratório parceiro — mas se seus produtos não forem de alta qualidade, os resultados serão comprometidos.
Pronto para elevar a confiabilidade dos seus ensaios?
→ Entre em contato com nosso time técnico agora mesmo. Vamos ajudar você a selecionar os melhores produtos Metal-Chek para tornar seus ensaios mais seguros, eficazes.