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A Fluorescência em Ensaios Não Destrutivos: Tecnologia que Amplifica Resultados

Na inspeção industrial, a fluorescência em ensaios não destrutivos (END) é uma tecnologia que amplia significativamente a sensibilidade e a precisão visual.

Aplicada em métodos como Líquido Penetrante (LP), Partículas Magnéticas (PM) e Detecção de Vazamentos (DV), essa técnica permite identificar descontinuidades mínimas e microvazamentos invisíveis a olho nu. O resultado é maior segurança, confiabilidade e desempenho operacional.


O que é a fluorescência

A fluorescência é um fenômeno óptico no qual certas substâncias absorvem energia da luz ultravioleta (UV-A) e a reemitem na forma de luz visível.
Nos ensaios não destrutivos (ENDs), esse princípio físico é utilizado para ampliar o contraste das indicações em peças metálicas e não metálicas, facilitando a identificação de falhas superficiais ou sub-superficiais.

Quando a luz UV-A (365 nm) incide sobre o material inspecionado, as partículas ou corantes fluorescentes reagem emitindo luz intensa — normalmente em tons verdes, amarelos ou alaranjados. Assim, as descontinuidades tornam-se claramente visíveis, mesmo em áreas de difícil acesso.
O resultado é um ensaio altamente sensível, preciso e visualmente nítido, que permite decisões rápidas e confiáveis.


Aplicações da fluorescência nos métodos END

1. Ensaio por Líquido Penetrante (LP)

O método LP fluorescente (Tipo I) é indicado para detectar descontinuidades abertas à superfície, como trincas, poros, falta de fusão e outras falhas que possam comprometer a integridade de um componente.

Após a limpeza e a aplicação do penetrante, remove-se o excesso e aplica-se o revelador. Sob luz UV-A, o líquido remanescente nas descontinuidades emite uma fluorescência intensa, revelando as indicações com clareza.

Entre as principais vantagens está a versatilidade de aplicação.
O método pode ser utilizado em materiais metálicos e não metálicos, sejam magnéticos ou não magnéticos, como alumínio, magnésio, aços inoxidáveis austeníticos e titânio.
Também pode ser aplicado em cerâmicas, vidros e alguns tipos de plásticos, desde que sejam materiais não porosos.

Produtos Metal-Chek:

  • FP-91 e FP-91 HI – Penetrantes laváveis à água, Tipo I – Método A, Nível 2, ideais para inspeções que requerem uma maior sensibilidade.

Compatíveis com reveladores D70, D72 e D702.


2. Ensaio por Partículas Magnéticas (PM)

Nos materiais ferromagnéticos, a fluorescência potencializa a detecção de descontinuidades superficiais e sub-superficiais.
As partículas magnéticas fluorescentes se acumulam nas regiões de fuga do campo magnético, formando indicações visíveis sob luz UV-A.
Para que o ensaio por partículas magnéticas seja eficaz, é indispensável que a peça seja magnetizada.
A aplicação de um campo magnético — circular, longitudinal ou combinado — cria linhas de fluxo magnético no material.

A Metal-Chek oferece o Supermagna Yoke HMM6, yoke eletromagnético de corrente alternada (CA), desenvolvido para ensaios visíveis e fluorescentes. O equipamento proporciona campo magnético estável, alta mobilidade, sendo amplamente utilizado em inspeções industriais, petroquímicas e de manutenção preditiva.

Produtos Metal-Chek:

  • Supermagna LY 800 – Partícula magnética via seca fluorescente de alta sensibilidade.
  • Supermagna LY 2000, LY 2000 V, LY 3000 e LY 3000 V – Partículas magnéticas em pó via úmida, fluorescentes, aplicáveis com veículos OMC 10 MMS (óleo) ou BC 502 SN + água.
  • Supermagna CLY 2000 V O MMS BP / CLY 3000 O MMS BP / V O MMS BP – Banhos prontos via úmida (óleo), com alta mobilidade e contraste.
  • Supermagna DLY 2000 – Partícula magnética via úmida dispersível em água.
  • Supermagna CRL 265 AG/SN – Concentrado dual (fluorescente/visível), aplicável sob luz visível (branca) ou UV-A em ambientes até 1000 lx.

3. Detecção de Vazamentos (Leak Testing)

Nos testes de estanqueidade, os aditivos fluorescentes permitem visualizar microvazamentos em sistemas hidráulicos, pneumáticos e de lubrificação.
Sob luz UV-A, mesmo os menores vazamentos tornam-se visíveis, possibilitando reparos imediatos e prevenindo falhas críticas.

Produtos Metal-Chek:

  • Oil-Glo Ultra SPI Series
    • SPI-OGG (Verde), SPI-OGB (Azul) e SPI-OGW (Branco) — Detectores fluorescentes para fluidos oleosos.
    • Não inflamáveis, não alteram as propriedades dos fluidos e possuem certificação NSF.
  • Water-Glo Ultra SPI Series – Corantes fluorescentes verdes (WGG) e azuis (WGB) para sistemas aquosos.

Equipamentos de Iluminação UV-A

Para ensaios fluorescentes, é essencial utilizar fontes de luz UV-A (365 nm) com intensidade mínima de 1000 µW/cm² na superfície examinada, conforme normas técnicas de END.
Essa intensidade garante contraste adequado e leitura precisa das indicações.


Benefícios da fluorescência em END

A aplicação correta da fluorescência traz vantagens técnicas expressivas:

  • Alta sensibilidade visual, revelando pequenas descontinuidades.
  • Maior contraste e nitidez das indicações.
  • Aplicação segura e versátil em diferentes métodos e materiais.
  • Conformidade técnica com normas nacionais e internacionais.
  • Redução de retrabalho e falhas operacionais.

Além disso, a fluorescência melhora a confiabilidade dos resultados e fortalece o controle de qualidade em inspeções críticas.


A fluorescência em ensaios não destrutivos é uma tecnologia essencial que eleva o padrão de precisão, segurança e confiabilidade nas inspeções industriais.
Ao aplicar essa técnica em LP, PM e DV, obtém-se visualização ampliada, alta sensibilidade e resultados imediatos, reduzindo falhas e garantindo confiabilidade operacional.

Com a linha completa de produtos Metal-Chek — que inclui penetrantes e partículas fluorescentes a aditivos para vazamentos e equipamentos de magnetização e iluminação UV-A —, sua inspeção industrial atinge novos níveis de qualidade e conformidade técnica.


Veja além do visível — tecnologia fluorescente Metal-Chek.
Solução em Ensaios Não Destrutivos

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Supermagna Contraste 104 em Ensaios por Partículas Magnéticas

Nos ensaios por Partículas Magnéticas (PM), o contraste correto entre a superfície e as partículas magnéticas é o que garante a visibilidade das indicações e a precisão dos resultados.
Mais do que um produto, o Supermagna Contraste 104 Metal-Chek em Ensaios por Partículas Magnéticas representa a aplicação prática do conceito de contraste em inspeções visíveis, atendendo aos requisitos das normas ASTM E709, NM 342 e PETROBRAS N-1598.


Função do Supermagna Contraste 104 em Ensaios por Partículas Magnéticas

O Supermagna Contraste 104 em Ensaios por Partículas Magnéticas tem a função de criar um fundo branco uniforme na superfície da peça ou área de inspeção, sobre o qual as partículas magnéticas coloridas (método visível, geralmente pretas ou vermelhas) se acumulam, tornando as indicações de descontinuidades mais visíveis sob luz ambiente. O fundo branco e uniforme, aumenta a diferença visual entre a peça e as partículas acumuladas sobre possíveis descontinuidades superficiais.

Sem o contraste adequado, pequenas indicações podem passar despercebidas, reduzindo a sensibilidade do ensaio e comprometendo a confiabilidade dos resultados.

Em resumo, o Supermagna Contraste 104:

  • Forma fundo branco de alta refletividade, ideal para ensaios visíveis;
  • Aumenta o contraste óptico entre superfície e partículas magnéticas;
  • Facilita a interpretação visual das indicações pelo inspetor;
  • Contribui diretamente para a reprodutibilidade e padronização dos ensaios PM.

Quando utilizar o Supermagna Contraste 104

O Supermagna Contraste 104 é indicado para ensaios por partículas magnéticas coloridas (método visível), conduzidos sob iluminação visível com intensidade mínima de 1076 lux, conforme estabelecem as normas ASTM E709, NM 342 e PETROBRAS N-1598.

Cuidados na aplicação e remoção

Afim de garantir um desempenho ideal e evitar interferências no resultado, recomenda-se:

1. Preparação da superfície

A área a ser inspecionada deve estar seca, limpa e livre de óleo, graxa, tinta ou carepa.
Recomenda-se uma limpeza prévia com E59 Metal-Chek, assegurando uma superfície perfeitamente preparada para receber o Supermagna Contraste 104.

2. Aplicação uniforme

O Supermagna Contraste 104 deve ser aplicado em camada fina e uniforme, evitando excesso.
Camadas muito espessas comprometem a sensibilidade do ensaio.

3. Secagem

Aguarde a secagem completa antes da aplicação das partículas magnéticas.
A superfície deve apresentar aspecto uniforme, opaco e sem brilho.

4. Remoção

Após o ensaio, o Supermagna Contraste 104 pode ser removido com removedor, como o E59 ou TMC 10 Metal-Chek, garantindo uma limpeza completa sem danificar a superfície.


Por que escolher o Supermagna Contraste 104 Metal-Chek

O Supermagna Contraste 104 Metal-Chek foi desenvolvido para profissionais que buscam precisão e desempenho em ensaios por partículas magnéticas.

Principais benefícios:

  • Alta cobertura e secagem rápida, otimizando o tempo de inspeção;
  • Camada aderente e uniforme, respeitando os limites de espessura;
  • Contraste óptico intenso, que evidencia até as menores indicações;
  • Compatibilidade com as partículas magnéticas coloridas Supermagna BW 333, RW 222, SBW 333/O, SRW 222/O e YD 404.

Aviso técnico

Este conteúdo tem caráter educativo. A aplicação dos métodos e parâmetros de ensaio deve seguir um procedimento qualificado e aprovado por um Inspetor Nível 3.


Excelência Metal-Chek

O Supermagna Contraste 104 é mais do que um produto de apoio:
é um elemento técnico essencial para garantir qualidade, sensibilidade e segurança nos ensaios visíveis por partículas magnéticas.

Utilizar o Supermagna Contraste 104 Metal-Chek significa investir em padrão, precisão e confiabilidade, pilares fundamentais para quem busca excelência em Ensaios Não Destrutivos.

“Precisão é visibilidade — garanta resultados confiáveis com o Supermagna Contraste 104 Metal-Chek.”

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Tubo Decantador Tipo Pera: Controle de Concentração

Entenda como o tubo decantador tipo “pera” contribui para a precisão e reprodutibilidade no controle de concentração de partículas magnéticas (PM), em conformidade com as normas técnicas aplicáveis.


O papel do tubo decantador tipo pera

O ensaio por partículas magnéticas (PM) é amplamente utilizado para detectar descontinuidades superficiais e subsuperficiais em materiais ferromagnéticos.
Nos ensaios via úmida, a concentração adequada das partículas magnéticas no banho é determinante para a sensibilidade e repetibilidade dos resultados.

Um detalhe técnico faz toda a diferença: o uso do tubo decantador tipo “pera”, acessório essencial para medir a concentração do banho com precisão, rapidez e rastreabilidade.


Supermagna Tubo Decantador Tipo Pera: o que é e como funciona

O Supermagna Tubo Decantador tipo “pera” é um acessório auxiliar utilizado para determinar a quantidade de partículas magnéticas por volume de fluido na suspensão utilizada no ensaio via úmida. Com escala graduada, permite a leitura do volume de partículas decantadas após um período de repouso.

Existem dois modelos principais, desenvolvidos conforme o tipo de partícula:

  • Supermagna Tubo Decantador com fundo de escala de 0,1 ml (escala fina): indicado para partículas coloridas;
  • Supermagna Tubo Decantador com fundo de escala de 0,05 ml (escala mais sensível): indicado para partículas fluorescentes.

Principais aplicações:

  • Verificação da concentração adequada do banho de partículas magnéticas antes da execução do ensaio;
  • Avaliação dos níveis de contaminação do banho durante o uso.

Por que o controle de concentração é essencial

Com o uso contínuo, o banho de partículas magnéticas pode sofrer alterações que comprometem diretamente a confiabilidade dos resultados. Entre as principais causas estão:

  • Evaporação da fase líquida;
  • Decantação natural das partículas;
  • Contaminação por óleo, sujeira ou resíduos metálicos.

Essas variações podem afetar a sensibilidade do ensaio:

  • Excesso de partículas: gera indicações falsas e aumenta o ruído de fundo;
  • Baixa concentração: reduz a visibilidade e dificulta a detecção de descontinuidades reais.

Além do controle adequado, a qualidade das partículas magnéticas utilizadas é fator determinante para o desempenho do ensaio.

As partículas magnéticas Metal-Chek são desenvolvidas com formulações específicas para atender aos requisitos normativos.


Como usar corretamente o Supermagna Tubo Decantador tipo “pera”

O uso do Supermagna Tubo Decantador tipo “pera” deve seguir as instruções específicas de cada produto e veículo, além das orientações do procedimento de ensaio qualificado.
De forma geral, o processo envolve a agitação da suspensão para homogeneização, o preenchimento do tubo até o volume indicado e o repouso por tempo suficiente para que as partículas se depositem por gravidade.

Após o período definido, realiza-se a leitura do volume decantado, observando a interface entre o fluido e as partículas.
A leitura deve ser realizada de acordo com o tipo de partícula utilizada:
– Para partículas coloridas, deve-se utilizar luz visível de modo a proporcionar boa visibilidade da linha de separação entre o fluido e as partículas.
– Para partículas fluorescentes, a leitura requer o uso de luz ultravioleta (UV-A), em ambiente escurecido, conforme os requisitos estabelecidos pelas normas aplicáveis.

Os resultados obtidos servem como comparativo com os valores de referência indicados pelo fabricante das partículas magnéticas ou conforme o procedimento técnico aprovado por um Inspetor Nível 3, garantindo que o controle de concentração esteja em conformidade com as práticas estabelecidas para o ensaio.


Referências normativas

O controle de concentração com o Supermagna Tubo Decantador tipo “pera” está respaldado nas principais normas internacionais e nacionais aplicáveis aos ensaios por partículas magnéticas, como:

  • ASTM E709Standard Guide for Magnetic Particle Testing
  • NM 342Ensaios Não Destrutivos — Partículas Magnéticas — Detecção de Descontinuidades
  • PETROBRAS N-1598Ensaio por Partículas Magnéticas
  • ASME Seção V, Art. 7Magnetic Particle Examination

Boas práticas e periodicidade do controle

Para manter a estabilidade da suspensão, recomenda-se:

  • Efetuar o controle de concentração diariamente (ou antes de cada turno de inspeção);
  • Registrar os resultados em planilhas ou formulários de controle de qualidade;
  • Renovar o banho sempre que houver contaminação visível, espuma ou variação fora dos limites definidos;
  • Verificar periodicamente o estado físico do tubo decantador (trincas, sujeira ou escala ilegível).

Essas práticas contribuem para a reprodutibilidade nos ensaios e confiabilidade nos resultados, a fim de evitar retrabalhos e desperdícios.


Aviso técnico

Este conteúdo tem caráter educativo. A aplicação dos métodos e parâmetros de ensaio deve seguir um procedimento qualificado e aprovado por um Inspetor Nível 3.


Excelência Metal-Chek

Excelência em produtos para quem busca resultados confiáveis.
A Metal-Chek fornece soluções completas para Ensaios Não Destrutivos (END): partículas magnéticas, tintas de contraste, yokes, acessórios e tubos decantadores — todos desenvolvidos conforme as principais normas ASTM, ASME, NM e PETROBRAS.

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Normas Técnicas que Regem os Ensaios por Líquidos Penetrantes e Partículas Magnéticas

A importância das normas técnicas nos Ensaios Não Destrutivos

Os Ensaios Não Destrutivos (END) são indispensáveis para garantir a integridade de equipamentos e componentes utilizados em diferentes segmentos industriais.
Entre os métodos mais aplicados estão o ensaio por líquidos penetrantes (LP) e o ensaio por partículas magnéticas (PM).

Ambos permitem identificar descontinuidades que poderiam comprometer a segurança e a performance de estruturas metálicas, soldas, eixos ou peças fundidas, etc.

Para assegurar a qualidade e padronização dos resultados, há um conjunto de normas técnicas nacionais e internacionais que estabelecem critérios de execução, materiais e condições de ensaio.

A seguir, veja quais são essas normas e o que cada uma determina de forma resumida.


Normas aplicáveis ao Ensaio por Líquidos Penetrantes (LP)

ASTM E1417 – Standard Practice for Liquid Penetrant Testing

É a principal norma internacional para o método de Líquidos Penetrantes.
Define os parâmetros essenciais para execução segura e precisa do ensaio, incluindo:

  • classificação dos penetrantes (fluorescentes e coloridos);
  • métodos de remoção (lavável com água, pós-emulsificável, removível com solvente);
  • requisitos de iluminação e sensibilidade;
  • etapas do processo, como limpeza, penetração e revelação.
  • controles de processo.

ISO 3452 – Non-Destructive Testing – Penetrant Testing

A série ISO 3452 estabelece padrões internacionais, materiais e equipamentos.
Entre seus principais tópicos estão:

  • Parte 1: princípios gerais;
  • Parte 2: requisitos de materiais penetrantes;
  • Parte 3: blocos de referência;
  • Parte 4: equipamento;
  • Parte 5: requisitos para ensaios por líquido penetrante a temperaturas maiores que 50 °C.

NM 334 – Ensaios não destrutivos — Líquidos penetrantes — Detecção de descontinuidades

Norma Mercosul que define os principais requisitos para inspeções por LP no contexto nacional, incluindo:

  • terminologia e simbologia técnica;
  • etapas de ensaio (pré-limpeza, aplicação, penetração, remoção, revelação e avaliação);
  • níveis mínimos de iluminação;

ASTM E165 – Standard Practice for Liquid Penetrant Testing for General Industry

Norma que define os procedimentos e critérios gerais para o ensaio por líquidos penetrantes (LP) em aplicações industriais.
Estabelece requisitos para:

  • classificação de penetrantes (fluorescentes ou coloridos);
  • métodos de remoção (água, solvente ou pós-emulsificável);
  • controle de iluminação, temperatura e tempo de penetração;
  • verificação da sensibilidade e controle de qualidade dos produtos.

PETROBRAS N-1596

Define:

  • parâmetros de ensaio e tempos mínimos/máximos de processo;
  • requisitos de procedimento;
  • condições de iluminação;
  • classificação e rastreabilidade de produtos;
  • requisitos para execução e qualificação de pessoal.

PETROBRAS N-2370

Fornece:

  • orientações gerais de segurança, documentação e rastreabilidade;
  • avaliação de materiais penetrantes.

ASME V – Art. 6

Parte integrante do Boiler and Pressure Vessel Code (BPVC) da ASME, define os requisitos para o ensaio por líquidos penetrantes aplicado em caldeiras, vasos de pressão e equipamentos pressurizados.
Contém:

  • especificações para materiais e equipamentos;
  • verificação de sensibilidade do sistema de ensaio;
  • controle de processo e intervalos de inspeção;
  • aceitação conforme códigos de fabricação.

Normas aplicáveis ao Ensaio por Partículas Magnéticas (PM)

ASTM E709 – Standard Guide for Magnetic Particle Testing

Principal norma internacional que rege o ensaio por partículas magnéticas.
Ela estabelece as boas práticas e diretrizes de aplicação para:

  • técnicas de magnetização (yoke, eletrodos, bobina, condutor central e contato direto);
  • uso de partículas coloridas e fluorescentes;
  • controle de corrente elétrica e direção de campo;
  • verificação da concentração de partículas e iluminação (visível e UV).

ASTM E3024 – Standard Practice for Magnetic Particle Testing for General Industry

Complementa a ASTM E709 e apresenta instruções específicas para inspeções na indústria geral.


NM 342 – Ensaios não destrutivos — Partículas magnéticas — Detecção de descontinuidades

Determina parâmetros técnicos para execução do ensaio em conformidade com padrões internacionais:

  • aplicação por via seca e via úmida;
  • características das partículas magnéticas e dos veículos líquidos;
  • faixas de concentração recomendadas para via úmida (0,1 a 0,4 mL para fluorescentes e 1,2 a 2,4 mL para coloridas);
  • controle de intensidade de iluminação para luz Visível e UV-A.

ASTM E1444 – Standard Practice for Liquid Penetrant Testing for Aerospace

Específica para o setor aeronáutico e aeroespacial, que define práticas detalhadas de ensaio por partículas magnéticas (PM).
Estabelece:

  • requisitos de materiais magnéticos e veículos;
  • limites de concentração e controle de banho;
  • verificações de iluminação UV-A e luz branca;
  • critérios rigorosos de calibração e aceitação.

PETROBRAS N-1598

Define os critérios de execução do método PM em materiais ferromagnéticos.
Aborda:

  • técnicas de magnetização;
  • requisitos de iluminação UV e intensidade de campo;
  • procedimentos de calibração.

ASME V – Art. 7

Parte do ASME Boiler and Pressure Vessel Code, define os requisitos para o ensaio por partículas magnéticas em equipamentos pressurizados e componentes soldados.
Abrange:

  • tipos de corrente elétrica e técnicas de magnetização;
  • controle de intensidade do campo magnético;
  • meios de detecção;
  • critérios de aceitação e qualificação do sistema de ensaio.

ISO 9934 – Non-Destructive Testing – Magnetic Particle Testing

A série ISO 9934 estabelece padrões internacionais, materiais e equipamentos.
Entre seus principais tópicos estão:

  • Parte 1: princípios gerais;
  • Parte 2: meio de detecção;
  • Parte 3: equipamento;

Importância das normas técnicas para a confiabilidade dos END

As normas que regem os métodos de líquidos penetrantes e partículas magnéticas são a base técnica que garante confiabilidade e regulamentação aos Ensaios Não Destrutivos.
Elas orientam desde o desenvolvimento de produtos até a aplicação prática no ambiente industrial, assegurando qualidade, segurança e padronização em cada inspeção.

Conhecer essas normas é essencial para quem atua com controle de qualidade, manutenção e inspeção — seja na indústria pesada, petroquímica, aeronáutica ou metalúrgica.


Aviso importante:
Este conteúdo tem caráter educativo. A aplicação dos métodos e parâmetros de ensaio deve seguir um procedimento qualificado e aprovado por um Inspetor Nível 3.


Solução em Ensaios Não Destrutivos

A Metal-Chek fornece soluções completas para END: líquidos penetrantes, partículas magnéticas, yoke e acessórios, desenvolvidos conforme as principais normas ASTM, ISO, ASME, NM, PETROBRAS, garantindo qualidade, segurança e conformidade técnica em cada inspeção.

Conheça a linha completa Metal-Chek.

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Inspeção por Partículas Magnéticas: Como a Combinação Supermagna Yoke HMM6 + SBW 333/O + Contraste 104 Garante Precisão e Confiabilidade

Descubra como a combinação Supermagna Yoke HMM6, SBW 333/O e Contraste 104 da Metal-Chek garante inspeções por partículas magnéticas mais rápidas, precisas e seguras, em conformidade com normas técnicas.


Por que a confiabilidade na inspeção é vital na indústria

Na indústria, confiabilidade significa economia e segurança. Afinal, uma descontinuidade superficial não identificada pode comprometer a operação de equipamentos críticos, gerar retrabalho, paradas não programadas e até acidentes.
Por isso, a aplicação de técnicas de Ensaios Não Destrutivos (END) é indispensável. Entre os métodos disponíveis, a inspeção por partículas magnéticas (PM) se destaca pela alta sensibilidade em materiais ferromagnéticos.

No entanto, não basta apenas ter um bom equipamento: é essencial contar também com partículas magnéticas adequadas e um contraste eficiente para garantir resultados consistentes.
É justamente aqui que entra a proposta da Metal-Chek: a combinação do Supermagna Yoke HMM6, do SBW 333/O e do Contraste 104. Juntos, esses produtos formam um sistema completo que assegura inspeções rápidas, precisas e seguras.


Supermagna Yoke HMM6: Potência e Robustez em Campo

O Supermagna Yoke HMM6 é um equipamento eletromagnético portátil, projetado para gerar o campo magnético (CA – Corrente Alternada) necessário à inspeção por partículas magnéticas na técnica do yoke.
Além disso, sua construção robusta o torna ideal para uso tanto em campo quanto em fábrica.

Principais características:

  • Portátil e robusto – ideal para inspeções em campo e fábrica.
  • Sem condução de corrente pela peça – a magnetização é realizada por campo, garantindo maior segurança.
  • Aplicações – soldas, estruturas metálicas, peças fundidas e forjadas.
  • Normativo – atende às principais normas nacionais e internacionais. 

SBW 333/O: Partículas Magnéticas Visíveis em Suspensão Oleosa

As partículas magnéticas são responsáveis por tornar visíveis as descontinuidades presentes na peça magnetizada.

O SBW 333/O é uma suspensão oleosa para a via úmida visível, formulada para oferecer alta sensibilidade e estabilidade.

Dessa forma, garante indicações nítidas e consistentes durante o processo de inspeção.

Destaques:

  • Pronto para uso.
  • Excelente visualização das descontinuidades em produtos acabados.
  • Alta definição das indicações sob luz visível, com ótima sensibilidade.

Contraste 104: Visibilidade Aprimorada

O Contraste 104 cria um fundo branco que realça as indicações das partículas magnéticas visíveis, garantindo máxima definição e confiabilidade na inspeção.

Em outras palavras, ele amplia a legibilidade das indicações e contribui para uma interpretação mais precisa.

Principais funções:

  • Aumenta o contraste das partículas com a superfície.
  • Aumento na sensibilidade do ensaio.
  • Conformidade com normas técnicas.

Como Funciona a Combinação Supermagna Yoke HMM6 + SBW 333/O + Contraste 104

De forma simples e eficiente, o processo ocorre em quatro etapas:

  1. Aplicação do Contraste 104 – fundo branco uniforme na área a ser inspecionada.
  2. Magnetização com o Supermagna Yoke HMM6 – geração do campo magnético sobre a peça.
  3. Aplicação do SBW 333/O – suspensão oleosa visível depositada na superfície magnetizada.
  4. Interpretação dos resultados – as partículas se acumulam em regiões de fuga de campo, revelando descontinuidades superficiais de forma imediata.

Vantagens da Combinação Metal-Chek

  • Sensibilidade elevada – maior precisão na detecção de descontinuidades superficiais.
  • Rapidez operacional – indicações visíveis no momento da inspeção.
  • Versatilidade de aplicação – setores como petróleo & gás, energia, metalurgia, automotivo, naval e nuclear.

Além disso, essa combinação reduz retrabalhos e aumenta a eficiência das equipes de inspeção.


Normas Técnicas de Referência

A combinação do Supermagna Yoke HMM6 + SBW 333/O + Contraste 104 atende às exigências de normas internacionais e nacionais, como:

  • ASTM E709
  • ASTM E3024
  • ISO 9934 (1 e 2)
  • NM 342
  • ASME BPVC Seção V, Artigo 7
  • PETROBRAS N-1598

Por que escolher a Metal-Chek

A Metal-Chek é referência nacional em soluções para Ensaios Não Destrutivos, com produtos desenvolvidos segundo rigorosos padrões de qualidade e testados em aplicações industriais reais.

Portanto, ao adotar a combinação Supermagna Yoke HMM6 + SBW 333/O + Contraste 104, sua empresa ganha em:

  • Confiabilidade dos resultados.
  • Rapidez na execução e interpretação.
  • Segurança e eficiência operacional.

A inspeção por partículas magnéticas é um método consolidado entre os Ensaios Não Destrutivos e continua sendo essencial para garantir a integridade de componentes e estruturas metálicas. Sua eficácia, porém, depende diretamente da qualidade dos equipamentos e produtos.

Com a combinação do Supermagna Yoke HMM6, do SBW 333/O e do Contraste 104, a Metal-Chek entrega uma solução completa para a realização de Ensaios Não Destrutivos.

Dessa forma, a inspeção ganha em confiabilidade, agilidade e segurança operacional.
Essa integração garante:
Confiabilidade e precisão nos resultados.
Rapidez na execução e interpretação das indicações.
Segurança e eficiência nas operações industriais.

Se o objetivo da sua empresa é elevar o padrão de inspeção e fortalecer a confiabilidade dos processos, conte com a Metal-Chek.

Metal-Chek – referência em soluções para Ensaios Não Destrutivos.

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E-59: Solvente Alifático para Ensaios Não Destrutivos e Limpeza Industrial Pesada

Na manutenção industrial, a eficiência de um solvente vai muito além da limpeza. O E-59 é um exemplo claro: desenvolvido como solvente alifático, ele desempenha um papel estratégico tanto em ensaios não destrutivos (END) quanto na limpeza pesada de componentes industriais, especialmente em ambientes onde óleo de lubrificação é um desafio constante.


E-59 em Ensaios Não Destrutivos

Nos processos de inspeção e controle de qualidade, a escolha do solvente correto impacta diretamente na eficácia dos ensaios. O E-59 é amplamente utilizado como parte das etapas de preparação de superfície em líquidos penetrantes, garantindo que peças e componentes estejam devidamente limpos e livres de contaminantes antes da aplicação do método. Isso resulta em maior precisão na detecção de descontinuidades.


Aplicações na Limpeza de Óleo e Lubrificação

Além da área de inspeção, o E-59 é reconhecido por sua alta eficiência na remoção de óleo lubrificante em blocos de motores, peças mecânicas e superfícies impregnadas. Essa versatilidade torna o produto um aliado em setores que lidam com alto índice de contaminação por óleos, como oficinas de retífica, manutenção pesada e indústrias ferroviárias.


Uso em Retíficas e Setor Ferroviário

Empresas de retífica utilizam o E-59 para a limpeza precisa de motores e componentes, garantindo que o processo de remontagem ocorra em condições ideais. Já no setor ferroviário, especialmente em empresas de locomotivas, o produto se destaca por sua capacidade de remover resíduos de óleo em peças grandes e complexas, onde a limpeza é crítica para a confiabilidade e durabilidade do equipamento.


Vantagens do E-59

  • Solvente alifático de alta performance.
  • Ideal para preparação de superfície em ensaios não destrutivos.
  • Excelente remoção de óleo lubrificante e graxa.
  • Uso consolidado em retíficas e empresas de locomotivas.
  • Versatilidade: atende manutenção industrial, inspeção e limpeza pesada.

O E-59 não é apenas um solvente. Ele representa uma solução prática e confiável para setores que exigem limpeza profunda e precisão em ensaios não destrutivos. Seja em motores, peças industriais ou grandes sistemas ferroviários, sua aplicação garante eficiência, segurança e confiabilidade no dia a dia da manutenção.

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Leia também: Inspeções Industriais de Alta Qualidade Começam com uma Superfície Limpa

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Como Especificar Ensaios Não Destrutivos (END) em Propostas de Compra (RFQ)

Guia prático para compradores e engenheiros de suprimentos

Na indústria, os Ensaios Não Destrutivos (END) são fundamentais para garantir a qualidade, a segurança e a conformidade de peças e equipamentos. No entanto, muitas propostas de compra (RFQs) falham por não especificar corretamente o que está sendo solicitado — seja a contratação do serviço de END ou a aquisição de insumos e equipamentos para realizá-lo.

A seguir, apresentamos um guia prático para preparar RFQs claras e completas, com exemplos reais de produtos Metal-Chek e Supermagna.


1. Defina o que está comprando: serviço ou insumo

Antes de tudo, determine se sua RFQ será para:

  • Serviço de END – o fornecedor executa o ensaio e entrega o laudo técnico.
  • Materiais/insumos/equipamentos para END – sua equipe ou prestador usará os produtos adquiridos para realizar o ensaio.

Essa distinção evita confusão e garante que as especificações sejam adequadas para o que se deseja adquirir.


2. Especificando a contratação do serviço de END

Ao contratar um serviço, descreva como o ensaio deve ser feito e quais critérios de aceitação serão adotados.

a) Método e técnica

Indique o método e a técnica:

  • Ex.: Líquido penetrante, Tipo I, Método A, Nível 2, utilizando Metal-Chek FP 91
  • Ex.: Partículas magnéticas via seca, pó branco, utilizando Supermagna WD 55

b) Norma de referência

Defina a norma aplicável (ASTM E165, ASTM E709, ASME Section V, AWS D1.1 ou normas internas, como Petrobras N-1596/N-1598).

c) Critérios de aceitação

Determine códigos e níveis (ex.: ASME VIII Div.1, EN 1369, Nível 2 ou 3).

d) Qualificação dos inspetores

Exija certificação SNQC/ABENDI ou ASNT SNT-TC-1A, Nível II ou III, conforme o método.

e) Condições de execução

Inclua requisitos como limpeza, iluminação adequada (lux ou µW/cm²), temperatura, umidade e tempos de aplicação.

f) Documentação e rastreabilidade

Peça laudos com fotos, croquis e identificação de peças, garantindo rastreabilidade por lote ou número de série.


3. Especificando a compra de materiais e equipamentos para END

Ao comprar insumos ou equipamentos, a RFQ deve conter detalhes técnicos do produto.

a) Líquidos Penetrantes

  • FluorescenteMetal-Chek FP 91, Tipo I, Método A, Nível 2
  • VisívelMetal-Chek VP 30, Tipo II, Método A
  • VisívelMetal-Chek VP 31, Tipo II, Método C

b) Reveladores

  • Seco: Metal-Chek D72, forma a
  • Não aquoso: Metal-Chek D70, forma d, e
  • Aquoso: Metal-Chek D76, forma b

c) Removedores / Limpadores

  • Solvente: Metal-Chek E 59, Classe 2
  • Solvente: Metal-Chek R 501, Classe 1

d) Partículas Magnéticas

  • Via seca branca: Supermagna WD 55
  • Via seca amarela: Supermagna YD 404
  • Via úmida fluorescente: Supermagna LY 2000
  • Via úmida visível vermelha: Supermagna RW 222
  • Via úmida visível preta: Supermagna BW 333

e) Equipamentos


4. Boas práticas para qualquer RFQ de END

  • Seja específico: evite termos genéricos como “teste de LP” sem indicar método, tipo e norma.
  • Padronize as descrições em todas as requisições.
  • Aprove a proposta técnica antes do preço.
  • Inclua requisitos de segurança e meio ambiente (EPI, descarte adequado de produtos).

Conclusão

Uma especificação clara — seja para contratar o serviço de END ou adquirir insumos Metal-Chek e Supermagna — garante que o processo seja executado com qualidade, reduz riscos e evita retrabalho.

Quer aprofundar?  Leia também: Como escolher o tipo de penetrante ideal para cada aplicação.

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Como Escolher o Tipo de Penetrante Ideal para Cada Aplicação – Ensaio Não Destrutivo

Na inspeção por líquidos penetrantes, a escolha do produto correto é determinante para a sensibilidade, a confiabilidade e a compatibilidade do ensaio. Especificar um penetrante inadequado pode levar à detecção incompleta de descontinuidades, danos ao material ou até rejeições desnecessárias.

Este guia vai ajudar você a entender quais fatores considerar e como selecionar o penetrante mais adequado para sua aplicação, com exemplos reais da linha Metal-Chek.


1. Comece entendendo a classificação dos penetrantes

Os líquidos penetrantes são classificados principalmente por tipométodo de remoção e nível de sensibilidade.

a) Tipo

  • Tipo I – Fluorescente
    Alta sensibilidade, inspeção sob luz UV. Ideal para detectar descontinuidades muito finas.
    Ex.: Metal-Chek FP 91, Tipo I, Método A, Nível 2.
  • Tipo II – Visível
    Indicações visíveis a olho nu sob luz branca. Mais simples e rápido, ideal para inspeções em campo.
    Ex.: Metal-Chek VP 30, Tipo II, Método A; Metal-Chek VP 31, Tipo II, Método C.

b) Método de remoção

  • A – Lavável em água (remoção simples com água)
  • B – Pós-emulsificável lipofílico (emulsificante aplicado após o penetrante)
  • C – Solvente removível (remoção com pano e solvente, como Metal-Chek E 59 ou Metal-Chek R 501)
  • D – Pós-emulsificável hidrofílico (emulsificante à base de água)

c) Nível de sensibilidade (Tipo I)

Varia de Nível 1 (baixa sensibilidade) a Nível 4 (ultra alta). Quanto mais crítico o componente, maior o nível recomendado.


2. Considere o material a ser inspecionado

  • Aços inoxidáveis, titânio e ligas especiais: requerem penetrantes com baixo teor de halogênios e enxofre, e reveladores compatíveis.
    Ex.: Metal-Chek FP 91 com certificação de contaminantes conforme ASTM E165.
  • Aço carbono e ferrosos: maior flexibilidade de escolha, dependendo do critério de aceitação.
  • Materiais porosos: exigem cuidados para evitar penetração excessiva e falsas indicações.

3. Ambiente e condições de inspeção

  • Ambientes com baixa iluminação controlada: preferir fluorescente (Tipo I).
  • Inspeção em campo ou áreas com restrição de iluminação UV: optar por visível (Tipo II).
  • Locais sem água corrente: considerar método C (solvente removível) para limpeza do excesso.

4. Compatibilidade com normas e critérios

Sempre alinhe o penetrante e o revelador à norma exigida:

  • ASTM E165, ISO 3452, ASME Section V, Petrobras N-1596.
    E inclua na RFQ a exigência de certificado de lote e FISPQ.

5. Combinando penetrante, revelador e removedor

Para um ensaio eficaz, escolha um conjunto compatível:

  • Metal-Chek FP 91 (fluorescente) + Metal-Chek D70 (revelador não aquoso) + Metal-Chek E 59 (removedor solvente).
  • Metal-Chek VP 30 (visível) + Metal-Chek D72 (revelador seco) + Metal-Chek R 501 (removedor solvente).

Conclusão

Escolher o penetrante certo não é apenas questão de preferência — é garantia de resultado confiável e conformidade com normas técnicas.
A Metal-Chek oferece soluções para diferentes níveis de sensibilidade, métodos e tipos, sempre acompanhadas de certificação técnica e suporte especializado.

Entre em contato com a equipe técnica da Metal-Chek.

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Inspeção Visual (Visual Testing – VT): Os Primeiros passos para Identificar falhas em Equipamentos

Toda inspeção eficaz começa pela observação — não apenas com o que os olhos enxergam, mas com o que um olhar técnico e experiente é capaz de interpretar. A Inspeção Visual (VT) é a etapa inicial na identificação de descontinuidades, falhas, desgastes e anomalias que podem comprometer a integridade e o desempenho dos equipamentos.

Mais do que uma simples verificação superficial, a VT funciona como um filtro inicial no controle de qualidade, contribuindo diretamente para a redução de custos, prevenção de riscos e o aumento da eficiência operacional.

Além disso, a Inspeção Visual funciona como a porta de entrada para técnicas mais avançadas de ensaios não destrutivos, como líquidos penetrantes, partículas magnéticas e ultrassom. Ou seja, ao detectar um indicativo visual, é o momento certo para aprofundar a análise com métodos complementares e mais sensíveis.

Embora pareça simples, a Inspeção Visual exige muito mais do que apenas “olhar”:

  • Treinamento técnico
  • Conhecimento dos critérios de aceitação
  • IIuminação adequada
  • Ferramentas e instrumentação de apoio
  • Documentação de evidências

Inspeção Visual na era da Indústria 4.0

Engana-se quem pensa que a Inspeção Visual (VT) perdeu importância com o avanço da automação. Pelo contrário — ela evoluiu e se integrou aos novos recursos tecnológicos, ampliando seu alcance, precisão e agilidade.

Hoje, a VT é parte ativa da Indústria 4.0 e pode ser combinada com soluções digitais de última geração:

  • Inteligência artificial para reconhecimento de imagens
  • Drones para inspeções em altura ou áreas de risco
  • Câmeras 4K com sensores térmicos
  • Análises preditivas conectadas a dashboards digitais

Aplicações mais comuns da Inspeção Visual

A Inspeção Visual (VT) é amplamente utilizada em diversos setores da indústria como ferramenta de avaliação rápida e eficaz. Seu objetivo principal é identificar irregularidades visíveis que possam comprometer a integridade estrutural, funcionalidade ou segurança de componentes e equipamentos.

A tabela a seguir resume as principais aplicações e o que se busca identificar em cada caso:

AplicaçãoO que se busca identificar?
SoldasTrincas, porosidade, falta de fusão ou de penetração
Equipamentos pressurizadosCorrosão, deformações, vazamentos
Estruturas metálicasDeformações, empenos, fissuras
Dutos e tubulaçõesVazamentos, oxidação, deteriorações
Máquinas e componentes móveisDesgaste, desalinhamento, fraturas

Equipamentos e Recursos Utilizados na Inspeção Visual

Embora muitas inspeções visuais sejam feitas a olho nu, o uso de equipamentos auxiliares potencializa significativamente a precisão e a confiabilidade do ensaio. Alguns recursos utilizados:

 Luz natural ou artificial adequada: Garantem a visibilidade adequada. Uma iluminação deficiente pode comprometer a detecção de descontinuidades.

Lupas e lentes de aumento: Amplificam pequenos detalhes, permitindo identificar trincas superficiais, porosidade, inclusões ou falta de fusão em soldas.

Borescópios e endoscópios industriais: Instrumentos óticos usados para inspeção de áreas de difícil acesso, como tubos, soldas internas de vasos de pressão e componentes aeronáuticos.

Réguas, calibradores e gabaritos: Ferramentas para mensurar dimensões, ângulos de solda, perfis de cordões e alinhamentos.

Câmeras de alta resolução: Facilitam a documentação fotográfica e a comparação histórica em inspeções periódicas.

Software de inspeção e registro digital: Com o avanço da Indústria 4.0, integrar inspeções visuais com sistemas digitais permite registrar ocorrências, gerar relatórios e manter rastreabilidade conforme exigências normativas

Dica:
Em ambientes com baixa luminosidade, o uso de luz artificial adequada não é opcional — é obrigatório.

Boas práticas na execução da Inspeção Visual

Para assegurar a eficácia da Inspeção Visual e a confiabilidade dos resultados, é essencial adotar práticas operacionais bem definidas. A padronização da execução, por meio de procedimentos escritos e checklists operacionais, contribui para minimizar falhas humanas e garantir consistência nas avaliações. A seguir, apresenta-se um modelo simplificado que pode ser adaptado conforme as necessidades de cada setor:

ANTES DA INSPEÇÃO:

  • Verificar limpeza da superfície (livre de contaminantes, como: tinta, óleo, graxa, ferrugem, poeira ou detritos)
  • Checar iluminação do ambiente (deve ser suficientemente intensa e uniformemente distribuída, permitindo uma avaliação precisa da superfície. É importante evitar reflexos, sombras ou ofuscamento, especialmente em materiais polidos ou com geometria irregular. Em locais com pouca luz natural, recomenda-se o uso de fontes artificiais ajustáveis e direcionáveis para garantir boa visibilidade).
  • Avaliar as condições físicas e visuais do inspetor (exemplo: fadiga, uso de óculos).
  • Avaliar a necessidade de Equipamentos e Recursos complementares

DURANTE A INSPEÇÃO:

  • Observar continuidade superficial: deformações, fissuras, oxidação
  • Verificar cordões de solda: perfil, respingos, falta de fusão
  • Utilizar lentes de aumento em áreas com suspeitas ou detalhes pequenos.
  • Fotografar e registrar irregularidades
  • Avaliar a necessidade de ensaios complementares (líquido penetrante, partículas magnéticas, etc.).

APÓS A INSPEÇÃO:

  • Registro e rastreabilidade (manter o histórico das inspeções, fotos, relatórios, mapas de inspeção e checklist com critérios de aceitação. Esses registros garantem rastreabilidade, auditorias eficazes e embasam tomadas de decisão).
  • Armazenar registros em meio digital para garantir rastreabilidade e facilitar auditorias.

Integração da Inspeção Visual com Outros Métodos de END

A Inspeção Visual (VT) é o ponto de partida para a maioria dos Ensaios Não Destrutivos (END). Embora seja capaz de identificar diversas falhas superficiais, nem sempre fornece informações suficientes para uma avaliação completa da integridade do componente. Por isso, é fundamental integrá-la a métodos complementares, especialmente quando há suspeitas visuais que exigem confirmação técnica.

A tabela abaixo mostra como a VT se conecta aos principais métodos de END e os benefícios dessa combinação:

Método ComplementarAplicação após VTBenefícios combinados
Líquido Penetrante (LP)Detecção de trincas e descontinuidades abertas na superfície.Confirma e dimensiona indicações visuais suspeitas.
Partículas Magnéticas (PM)Inspeção de peças ferromagnéticas. Detecta falhas superficiais e subsuperficiais.Maior sensibilidade em zonas críticas, como soldas.
Ultrassom (UT)Avalia a integridade interna da peça.Identifica falhas internas não visíveis externamente.
Radiografia (RT)Revela descontinuidades volumétricas em soldas e fundidos.Alta confiabilidade e documentação visual permanente.

Referências Normativas

A Inspeção Visual é regida por diversas normas técnicas que garantem a padronização dos procedimentos, a confiabilidade dos resultados e a conformidade com requisitos legais e industriais. A seguir, destacamos algumas normas técnicas aplicáveis:

  • ISO 17637 – Inspeção Visual de Soldas em Materiais Metálicos: estabelece requisitos para a execução da VT em soldagens, incluindo critérios de aceitação e técnicas recomendadas.
  • NBR 14842 – Inspeção Visual de Soldas: procedimentos e requisitos nacionais que orientam a prática da VT em soldas.
  • ASME Seção V, Artigo 9 – Requisitos para Inspeção Visual: norma amplamente utilizada na indústria de equipamentos pressurizados e caldeiraria.
  • Normas Técnicas Petrobras (Exemplos: N-1596, N-1598, N-2370) – Diretrizes específicas para inspeções visuais no setor de petróleo e gás.

A Primeira Linha de Defesa da Qualidade

A Inspeção Visual é muito mais do que um olhar atento — é uma barreira técnica essencial contra falhas que comprometem segurança, produtividade e conformidade normativa.

Implantar um programa de inspeções visuais bem estruturado é dar o primeiro passo rumo à excelência operacional. E mais: quando combinada com os métodos da Metal-Chek como Líquido Penetrante, Partículas Magnéticas e Detecção de Vazamento, a inspeção visual se transforma em um ecossistema de confiabilidade industrial.

Próximos Passos para sua Empresa

Para fortalecer seu programa de inspeção visual e elevar a confiabilidade dos seus processos, considere:

✅ Avalie a maturidade do seu programa de inspeção visual

✅ Capacite sua equipe com treinamentos baseados em normas reconhecidas.

✅ Padronize checklists e procedimentos com suporte técnico especializado.

✅ Invista em acessórios e equipamentos de qualidade para complementar a etapa visual

Se sua empresa deseja elevar a confiabilidade dos processos e garantir conformidade técnica, a Metal-Chek é sua parceira ideal.

Fale com nosso  time técnico e descubra como podemos ajudar a transformar suas rotinas de inspeção em diferenciais competitivos.

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A Importância da Calibração em Equipamentos de END para Resultados Confiáveis

Se você quer garantir precisão, conformidade e segurança operacional nos seus Ensaios Não Destrutivos (END), a calibração dos equipamentos não é uma etapa opcional — é indispensável.
Empresas que negligenciam essa prática enfrentam riscos sérios:
❌ Laudos imprecisos
❌ Falhas não detectadas
❌ Não conformidades em auditorias
❌ Prejuízos operacionais e reputacionais

➡️ Quando o equipamento está descalibrado, a confiabilidade desaparece — junto com a segurança operacional.

O que é Calibração e por que é Vital nos END

A calibração é um processo de comparação entre dois instrumentos (mensurando e mensurado). Essa comparação envolve um cálculo de erro e incerteza e esses resultados são apresentados em um documento que chamamos de certificado de calibração.

  • ✅ Relação entre valores e incertezas de medição; 
  • ✅ As normas técnicas estão sendo atendidas;

Normas como ASME Seção V, ASTM E1417, ASTM E1444, ASTM E3024,  ASTM E709 exigem que seus equipamentos estejam calibrados para que os resultados tenham validade técnica e legal.

Por que a Calibração é um Diferencial?

1. Garante Precisão Técnica

  • Falsos positivos → peças boas são descartadas sem necessidade
  • Falsos negativos → falhas passam despercebidas

Ambos colocam em risco a segurança, aumentam custos e comprometem a reputação da empresa.

2. Evita Penalidades em Auditorias

Setores como petróleo e gás, aeronáutico, ferroviário e automotivo são inflexíveis com equipamentos fora de conformidade.
Dica de ouro: Sempre exija certificados rastreáveis à RBC (Rede Brasileira de Calibração) ou a padrões internacionais reconhecidos.

3. Reduz Custos com Retrabalho

Investir em calibração é mais barato do que corrigir erros causados por equipamentos desregulados.

Quais Equipamentos Devem Ser Calibrados?

Líquido Penetrante (LP)

  • Radiômetros/Fotômetros
  • Termômetros
  • Manômetros de água
  • Manômetros de ar comprimido

Partícula Magnética (PM)

  • Gaussímetros (Residual)
  • Medidores de Campo Magnético
  • Amperímetros
  • Temporizadores
  • Equipamentos de magnetização (Máquinas Estacionárias)
  • Tubos decantadores

Quando Calibrar os Equipamentos?

A frequência ideal de calibração é conforme requisitos de normas aplicáveis.

Como Garantir Rastreabilidade?

Conformidade não se improvisa. Siga essas práticas:

  • ✔ Contrate laboratórios acreditados pelo Inmetro (ABNT NBR ISO/IEC 17025);
  • ✔ Arquive e atualize os certificados de calibração;
  • ✔ Use checklists digitais com alertas automáticos de vencimento;

[CHECKLIST PRÁTICO] Como Organizar sua Rotina de Calibração

EtapaAção
PlanejamentoMapear todos os equipamentos que exigem calibração
ContrataçãoEscolher laboratório acreditado
AcompanhamentoCriar alertas de vencimento
DocumentaçãoArquivar certificados e evidências de calibração
Verificação InternaUtilizar padrões de referência para controle

Calibração é Segurança, Confiabilidade e Qualidade

No mundo dos Ensaios Não Destrutivos, calibrar é um ato de responsabilidade técnica e compromisso com a segurança.

A Metal-Chek oferece os melhores consumíveis e acessórios para garantir que seus ensaios por líquido penetrante, partículas magnéticas e detecção de vazamento sejam precisos, rastreáveis e confiáveis.

Você pode até ter o melhor laboratório parceiro — mas se seus produtos não forem de alta qualidade, os resultados serão comprometidos.

Pronto para elevar a confiabilidade dos seus ensaios?

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Vamos ajudar você a selecionar os melhores produtos Metal-Chek para tornar seus ensaios mais seguros, eficazes.

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